Zack Snyder finalmente realizou um projeto que perseguia há décadas. Porém, a estreia de The Last Photograph no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) provocou algumas das reações mais duras da carreira do diretor.
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O longa teve sua estreia mundial no domingo, 13 de setembro. Desde então, críticas e primeiras impressões começaram a aparecer. Algumas classificaram o resultado como um enorme fracasso, enquanto outras encontraram qualidades justamente no lado mais íntimo e humano da produção.
O resultado é quase uma tradição quando o assunto é Zack Snyder: pouca gente parece sair indiferente de seus filmes.
The Last Photograph era um sonho antigo de Zack Snyder

The Last Photograph não nasceu como mais uma grande produção de estúdio.
Snyder desenvolve a ideia há muitos anos. Desta vez, ele decidiu realizar o longa de maneira independente, longe das grandes franquias que marcaram boa parte de sua carreira recente.
O filme acompanha um ex-agente da DEA em uma jornada pela América do Sul. Após membros de sua família serem assassinados e duas crianças sequestradas, ele parte em busca dos responsáveis.
No caminho, recebe a ajuda de um fotógrafo que testemunhou o ataque.
Stuart Martin e Fra Fee lideram o elenco. Snyder também assumiu a fotografia do longa, enquanto Kurt Johnstad escreveu o roteiro a partir de uma história criada pelo próprio cineasta.
A proposta, portanto, é bastante diferente dos universos grandiosos de Liga da Justiça, Army of the Dead e Rebel Moon.
Só que essa liberdade criativa não conquistou parte dos críticos presentes em Toronto.
Algumas críticas foram devastadoras

William Bibbiani, do TheWrap, publicou uma das avaliações mais negativas.
Segundo o crítico, The Last Photograph é o pior filme realizado por Zack Snyder. A análise também critica a narrativa, os personagens e a maneira como o longa utiliza seu cenário sul-americano.
O Awards Radar seguiu por um caminho semelhante. A publicação descreveu a experiência como desagradável e considerou o longa um grande erro na filmografia do diretor.
Já o The Playlist reconheceu a força visual de algumas imagens, mas avaliou que isso não consegue sustentar uma história considerada vazia. A publicação também aponta que limitações orçamentárias provocaram mudanças importantes no clímax originalmente planejado.
São avaliações pesadas, especialmente para um projeto tão pessoal.
Porém, essa não é toda a história.
Nem todo mundo odiou o novo filme de Snyder
Apesar das críticas negativas que dominaram parte da repercussão inicial, The Last Photograph também encontrou defensores.
Pete Hammond, do Deadline, viu um filme diferente. Sua crítica destaca justamente o lado mais humano da história e a tentativa de Snyder de trabalhar em uma escala menor do que aquela normalmente associada ao diretor.

Também surgiram reações positivas entre espectadores presentes no festival. Alguns elogiaram a fotografia, a ação e a abordagem mais contida do cineasta.
Portanto, ainda é cedo para declarar que existe um consenso definitivo.
O que podemos afirmar é que as primeiras reações estão extremamente divididas, com algumas críticas profissionais particularmente duras.
Snyder sem um grande estúdio por trás

Existe outro elemento que torna The Last Photograph especialmente interessante dentro da carreira de Zack Snyder.
O projeto foi realizado independentemente, sem um grande estúdio ou serviço de streaming financiando sua produção. Além disso, o filme chegou ao TIFF ainda em busca de distribuição.
Isso deu ao diretor uma liberdade incomum.
Snyder não precisou trabalhar dentro do universo cinematográfico da DC. Também não estava construindo uma nova franquia para a Netflix.
Desta vez, era simplesmente um filme de Zack Snyder.
Essa característica torna a recepção particularmente curiosa. Durante anos, discussões sobre seus trabalhos envolveram interferência de estúdios, versões alternativas e cortes diferentes.
The Last Photograph coloca o diretor muito mais próximo do controle completo sobre sua obra.
E, mesmo assim, as discussões continuam.
Zack Snyder continua sendo Zack Snyder
Talvez essa seja a conclusão mais interessante depois da primeira exibição.
Poucos diretores contemporâneos conseguem provocar reações tão extremas quanto Zack Snyder.
Para alguns espectadores, sua estética transforma cada projeto em uma experiência visual única. Para outros, o estilo frequentemente se sobrepõe aos personagens e à narrativa.
The Last Photograph parece estar reacendendo exatamente essa discussão.
Só que agora Snyder não está trabalhando com Batman, Superman, zumbis ou uma gigantesca guerra espacial.
É um projeto pessoal, menor e independente.
E mesmo assim conseguiu produzir uma das discussões mais acaloradas desta edição do TIFF.
Por enquanto, The Last Photograph ainda não possui uma data de lançamento comercial definida. O filme chegou a Toronto procurando distribuição, o que significa que seu próximo destino dependerá também do interesse de compradores.
Quando finalmente chegar ao público, teremos a oportunidade de descobrir se estamos diante de um novo desastre na filmografia de Snyder…
…ou de mais um daqueles filmes que críticos e fãs passarão anos discutindo. 😂
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Lucas Algebaile
Eu sou outra pessoa....eu sou outra coisa.....mas não sou o Arqueiro Verde.....Que pena!

