O desempenho comercial de Supergirl continua provocando reações dentro e fora da Warner Bros. De um lado, John Oliver transformou o resultado do filme em piada no programa Last Week Tonight. Do outro, David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, reafirmou sua confiança na DC Studios.
O contraste chama atenção porque Oliver trabalha justamente para a HBO, empresa que pertence ao mesmo grupo responsável pelos filmes da DC. Portanto, a ironia veio de dentro da própria casa.
Enquanto o apresentador aproveita o momento para distribuir algumas kryptonitas verbais, Zaslav tenta mostrar que o futuro do DCU não depende apenas do resultado de Kara Zor-El.
John Oliver ironiza o desempenho de Supergirl
Durante uma edição recente de Last Week Tonight, John Oliver fez piadas sobre os filmes de super-heróis da DC. Entre os alvos estava Supergirl, cujo desempenho nas bilheterias ficou abaixo das expectativas do estúdio.
O momento ganhou repercussão porque o programa é exibido pela HBO. Assim, Oliver estava criticando uma produção pertencente ao mesmo conglomerado responsável por seu próprio programa.
Esse tipo de “fogo amigo” não é novidade. Ao longo dos anos, o apresentador construiu parte de sua identidade justamente criticando decisões e produções ligadas às empresas que controlam a HBO.
Dessa vez, porém, a situação é especialmente delicada. Supergirl foi o segundo filme do novo DCU comandado por James Gunn e Peter Safran. Por isso, seu resultado passou a ser tratado como um teste para a força desse universo compartilhado.

Quanto Supergirl arrecadou?
Supergirl encerrou sua passagem pelos cinemas com aproximadamente US$ 125,8 milhões em todo o mundo. Enquanto isso, seu orçamento de produção foi estimado em cerca de US$ 170 milhões, sem incluir todos os gastos com divulgação.
O resultado também ficou abaixo de outras produções conhecidas por seus problemas comerciais. Morbius, por exemplo, arrecadou cerca de US$ 167 milhões mundialmente. Já Coringa: Delírio a Dois terminou sua exibição com uma bilheteria superior à de Kara.
Além disso, o filme estrelado por Milly Alcock teve uma abertura de US$ 37,1 milhões nos Estados Unidos. Nas semanas seguintes, a produção não conseguiu manter o público necessário para recuperar seu alto investimento.
Portanto, classificar o desempenho como uma decepção comercial não representa exagero. Os números mostram que o longa causou um prejuízo considerável para o estúdio.
Isso, entretanto, não significa que a personagem será retirada do DCU.

Warner mantém confiança na DC Studios
Enquanto John Oliver usava Supergirl como material para suas piadas, David Zaslav adotou um discurso completamente diferente.
Questionado sobre o resultado do filme, o executivo afirmou que a DC Studios continua em uma posição positiva. Segundo ele, o estúdio possui uma linha robusta de projetos em desenvolvimento.
Zaslav destacou especialmente Cara de Barro, que, segundo ele, está com um resultado excelente. O executivo também citou a proximidade da estreia de Lanternas e o entusiasmo dos responsáveis pela HBO com a produção.
Para o CEO, James Gunn e Peter Safran continuam trabalhando intensamente no futuro da franquia. Dessa forma, a Warner não pretende mudar toda a estratégia da DC por causa do desempenho de apenas um filme.
O discurso funciona como uma resposta direta às dúvidas sobre o futuro do DCU. Porém, também deve ser analisado com cautela. Afinal, demonstrar confiança nos projetos da empresa faz parte do papel de um executivo.

Fracasso de Supergirl não encerra a jornada de Kara
Apesar da bilheteria decepcionante, Milly Alcock continuará interpretando Kara Zor-El. A personagem já está confirmada em Superman: Man of Tomorrow, próximo filme dirigido por James Gunn.
Portanto, a Warner parece separar o desempenho comercial do longa da recepção à atriz. Mesmo entre as avaliações negativas, Alcock recebeu elogios por sua interpretação de Supergirl.
Essa decisão também permite que o estúdio reposicione a personagem. Em vez de liderar imediatamente outra produção solo, Kara poderá retornar ao lado de Superman e outros integrantes do DCU.
A estratégia mostra que a DC Studios não pretende abandonar tudo o que foi apresentado no filme. Ao mesmo tempo, o estúdio deverá avaliar com cuidado o tamanho dos próximos investimentos.

Lanternas e Cara de Barro serão os próximos testes
Agora, a atenção se volta para Lanternas e Cara de Barro. Os dois projetos possuem propostas bastante diferentes do filme de Supergirl.
Lanternas aposta em uma investigação policial protagonizada por Hal Jordan e John Stewart. A série estreia em 16 de agosto na HBO e HBO Max. A SuperHeroBrasil já mostrou como um vídeo da série aumentou o mistério e apresentou mais elementos da Tropa Verde.
Enquanto isso, Cara de Barro seguirá pelo caminho do terror corporal. O filme deve ampliar a variedade de gêneros dentro do universo comandado por Gunn e Safran.
Além disso, a DC continua preparando a chegada de novos nomes ao seu universo. James Gunn já indicou que personagens poderosos aparecerão em futuros projetos do DCU.
Essas produções ajudarão a mostrar se Supergirl representa um problema isolado ou um sinal de dificuldade maior para a marca.

Duas versões sobre o mesmo momento da DC
As declarações de John Oliver e David Zaslav mostram dois lados da mesma situação.
Por um lado, o desempenho de Supergirl foi ruim o bastante para virar piada dentro da própria HBO. Por outro, a Warner acredita que ainda possui projetos suficientes para recuperar o interesse do público.
A verdade provavelmente está entre os dois discursos. O fracasso comercial não pode ser ignorado, mas também não determina sozinho o futuro de um universo que ainda está em seus primeiros projetos.
Agora, James Gunn e Peter Safran precisarão transformar a confiança de Zaslav em resultados. Caso contrário, John Oliver certamente não terá dificuldades para encontrar material para outra piada.
Fontes: Variety, GamesRadar e Reuters
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Lucas Algebaile
Eu sou outra pessoa....eu sou outra coisa.....mas não sou o Arqueiro Verde.....Que pena!