Duas das bandas mais marcantes do metal dos anos 2000 acabam de protagonizar um encontro inédito. Corey Taylor, vocalista do Slipknot, e Serj Tankian, voz do System of a Down, aparecem juntos pela primeira vez em uma mesma música.
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Quem promoveu essa reunião foi o Falling In Reverse. A banda de Ronnie Radke lançou “Joseph”, novo single que coloca as vozes de Falling In Reverse, Slipknot e System of a Down dentro da mesma composição.
Além disso, o encontro não ficou restrito ao estúdio.
Corey e Serj também participam do videoclipe dirigido por Jensen Noen. Assim, “Joseph” reúne três nomes de diferentes gerações do metal em uma produção cheia de guerras, destruição e efeitos visuais. (blabbermouth.net)
Slipknot e System of a Down finalmente na mesma música

O tamanho desse encontro fica ainda mais evidente quando olhamos para a história dos convidados.
Corey Taylor se tornou mundialmente conhecido à frente do Slipknot. Desde o fim dos anos 1990, máscaras, apresentações intensas e uma sonoridade agressiva ajudaram a construir a identidade do grupo.
Enquanto isso, Serj Tankian seguiu um caminho bastante diferente com o System of a Down.
A banda misturou metal, melodias, mudanças repentinas de ritmo e letras sobre questões sociais e políticas. Além disso, a interpretação teatral de Serj virou uma das marcas do grupo.
As duas bandas fizeram parte da grande explosão do metal no começo dos anos 2000. No entanto, seus vocalistas nunca haviam participado juntos de uma mesma gravação.
“Joseph” finalmente muda essa história. (blabbermouth.net)
Corey Taylor e Serj Tankian mantêm suas identidades

Uma das decisões mais interessantes de “Joseph” está na maneira como a música utiliza seus convidados.
Corey Taylor não precisa abandonar aquilo que o tornou reconhecido no Slipknot. Da mesma forma, Serj Tankian não aparece simplesmente seguindo o estilo de Ronnie Radke.
Pelo contrário. A composição cria momentos diferentes para cada voz.
Primeiro, a faixa começa de maneira relativamente contida, com piano. Logo depois, entram guitarras pesadas, elementos eletrônicos e mudanças constantes de intensidade. Ronnie também alterna diferentes estilos vocais durante a música. (loudwire.com)
Quando Corey Taylor assume seu momento, “Joseph” mergulha em uma passagem muito mais agressiva. Seus vocais rasgados lembram imediatamente alguns dos momentos mais pesados de sua carreira.
Serj Tankian cria outro contraste.
Sua participação explora a combinação entre melodia, peso e interpretação dramática que ajudou a diferenciar o System of a Down de outras bandas de sua geração.
Por isso, o resultado não soa apenas como uma faixa cheia de convidados. É possível identificar características das três bandas: Falling In Reverse, Slipknot e System of a Down.
Afinal, por que a música se chama “Joseph”?

O título também guarda uma curiosidade pessoal.
Joseph é o nome do meio de Ronnie Radke. A informação apareceu na divulgação do lançamento. Porém, ainda não existe uma explicação detalhada relacionando o nome a todos os acontecimentos mostrados no videoclipe. (blabbermouth.net)
A letra, por outro lado, aborda temas bastante pesados.
Guerra, morte, religião, vida após a morte e violência aparecem ao longo da composição. Além disso, uma das ideias recorrentes envolve justamente a repetição dos ciclos de violência. (rockdocumented.com)
Nesse contexto, a presença de Serj chama atenção. Afinal, guerras, violência e genocídio também aparecem em diferentes momentos da obra do System of a Down e da carreira solo do cantor.
Porém, existe uma distinção importante.
Até agora, os artistas não declararam que esse foi o motivo da participação de Serj. Portanto, essa relação funciona como contexto para a música, e não como uma explicação oficial.
Corey Taylor aparece de máscara no videoclipe

Se musicalmente já existe muita coisa acontecendo, o videoclipe leva “Joseph” ainda mais longe.
Jensen Noen, colaborador frequente de Ronnie Radke, dirige a produção. O vídeo apresenta um cenário dominado por guerra e destruição.
Há acidentes aéreos, confrontos, motocicletas e esqueletos. Em outro momento, uma enorme formação feita de ossos domina a tela. (rockdocumented.com)
Além disso, o Slipknot ganha uma representação visual imediatamente reconhecível.
Corey Taylor aparece usando máscara durante sua participação. O vocalista também entra em uma batalha encenada com Ronnie Radke. (revolvermag.com)
Depois, Serj Tankian ganha seu próprio momento no vídeo. Em algumas sequências, os três vocalistas finalmente dividem a tela.
A Blesscode Entertainment ficou responsável pela produção. Powell Robinson assumiu a direção de fotografia. Já a Inception Post e a TiltVFX trabalharam nos efeitos visuais.
Jensen Noen também assinou a edição.
Slipknot e System of a Down marcaram uma geração

Existe outro motivo para essa reunião chamar tanta atenção.
Slipknot e System of a Down alcançaram enorme projeção internacional em períodos semelhantes. Principalmente entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000.
Porém, fizeram isso seguindo caminhos muito diferentes.
O Slipknot apostou em nove integrantes, máscaras, percussão e uma imagem agressiva. Discos como “Slipknot”, “Iowa” e “Vol. 3: (The Subliminal Verses)” ajudaram o grupo a conquistar uma audiência mundial.
Já o System of a Down seguiu por uma direção bastante particular.
“Toxicity”, por exemplo, levou a banda para um público gigantesco. Ainda assim, o grupo manteve mudanças abruptas de andamento, humor peculiar, peso e letras politicamente carregadas.
Dessa maneira, Corey Taylor e Serj Tankian se tornaram duas das vozes mais reconhecíveis daquela geração.
Por isso, ouvi-los finalmente dentro da mesma música transforma “Joseph” em algo maior do que simplesmente mais um single do Falling In Reverse.
Falling In Reverse virou especialista em encontros improváveis

Essa escolha também segue uma tendência recente da banda.
O Falling In Reverse vem transformando participações especiais em uma parte importante de seus lançamentos.
Em 2024, “Ronald” reuniu Tech N9ne e Alex Terrible. Depois, “All My Life” trouxe Jelly Roll e apresentou uma inesperada estética western.
A parceria funcionou comercialmente. “All My Life” chegou ao topo da Hot Hard Rock Songs da Billboard. Além disso, permaneceu cinco semanas na liderança das rádios de rock dos Estados Unidos. (blabbermouth.net)
Depois veio “God Is A Weapon”, colaboração com Marilyn Manson.
Agora, Ronnie Radke conseguiu promover talvez seu encontro mais simbólico até aqui: Slipknot e System of a Down dentro do mesmo lançamento.
Os videoclipes também viraram parte do espetáculo

A escala de “Joseph” não surgiu do nada.
A parceria entre Jensen Noen e Falling In Reverse produziu vídeos cada vez mais próximos de pequenas produções cinematográficas.
“Zombified”, “Watch the World Burn”, “Ronald” e “Prequel” ajudaram a estabelecer essa identidade. Ficção científica, fantasia, destruição e grandes sequências de efeitos visuais aparecem com frequência.
Além disso, Noen comandou “All My Life”, com Jelly Roll, e “God Is A Weapon”, com Marilyn Manson.
Agora, “Joseph” continua essa escalada.
Porém, existe uma diferença importante. Desta vez, o espetáculo visual acompanha um encontro que fãs de metal esperaram décadas para ver.
“Joseph” é o começo de algo maior?
Apesar do tamanho do lançamento, ainda existe uma pergunta sem resposta.
O Falling In Reverse não confirmou “Joseph” como parte de um novo álbum.
O trabalho de estúdio mais recente da banda continua sendo “Popular Monster”, lançado em 2024. Portanto, ainda não sabemos se o novo single abre uma nova fase ou permanecerá como lançamento independente. (loudwire.com)
Mesmo assim, o Falling In Reverse já conseguiu algo difícil de repetir.
Durante mais de duas décadas, Slipknot e System of a Down ocuparam alguns dos maiores palcos do metal mundial. Agora, finalmente podemos ouvir suas duas vozes mais emblemáticas dentro da mesma música.
Ronnie Radke colocou Corey Taylor e Serj Tankian frente a frente.
Mais importante: “Joseph” não simplesmente reúne três vocalistas famosos. A música permite que cada um carregue parte de sua identidade para dentro da composição.
Falling In Reverse, Slipknot e System of a Down no mesmo clipe.
Para quem atravessou os anos 2000 ouvindo metal, esse encontro demorou bastante para acontecer.
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Lucas Algebaile
Eu sou outra pessoa....eu sou outra coisa.....mas não sou o Arqueiro Verde.....Que pena!

