Marvel’s Wolverine finalmente chegou ao PlayStation 5, mas nem toda a expectativa construída em torno do novo jogo da Insomniac Games terminou em elogios. Depois de encarar uma longa maratona com Logan, Kai Cenat deu nota 6/10 ao game e apontou a repetitividade como um dos principais problemas da experiência.
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A opinião chama atenção pelo tamanho da audiência do streamer, mas fica ainda mais interessante quando comparada às primeiras impressões de criadores brasileiros. Pablo Peixoto, do Qu4tro Coisas, foi ainda mais crítico e chegou a colocar o jogo entre 4 e 5 em uma escala de 10.
Apesar das diferenças entre os dois criadores, existe um ponto em que as opiniões se encontram: depois do impacto inicial da brutalidade de Wolverine, o combate pode começar a parecer repetitivo.
E eles não estão sozinhos nessa percepção.
Kai Cenat entrou empolgado, mas terminou dando nota 6

Kai Cenat transformou o lançamento de Marvel’s Wolverine em um evento para sua audiência.
O streamer mergulhou no novo exclusivo do PlayStation 5 e acompanhou a jornada de Logan durante uma extensa transmissão. Entretanto, depois de terminar a experiência, sua avaliação ficou consideravelmente abaixo daquilo que talvez muitos esperassem de um dos lançamentos mais aguardados do ano.
Kai deu 6/10 ao jogo e indicou que não recomendaria a compra naquele momento.
Entre suas principais reclamações está justamente a repetitividade. A violência, as finalizações e a fantasia de controlar Wolverine causam impacto inicialmente, mas a estrutura de combate não teria conseguido manter o mesmo frescor durante toda a campanha.
A avaliação poderia ser encarada simplesmente como a opinião individual de um streamer. Porém, quando olhamos para outras análises, a história começa a ficar mais interessante.
Pablo Peixoto foi ainda mais duro

No Brasil, Pablo Peixoto, do Qu4tro Coisas, publicou suas primeiras impressões depois de jogar o começo de Marvel’s Wolverine.
E é importante fazer essa distinção: Pablo ainda não havia terminado o jogo quando gravou sua avaliação. Ele próprio deixou claro que continuaria jogando e que a experiência ainda poderia apresentar elementos capazes de mudar sua percepção.
Mesmo assim, sua impressão inicial foi bastante crítica.
Pablo reconheceu diversos méritos. Segundo ele, os controles são fáceis de aprender e lembram bastante o sistema utilizado pela própria Insomniac nos jogos de Marvel’s Spider-Man. Para quem já conhece as aventuras de Peter Parker e Miles Morales, a adaptação é praticamente imediata.
A brutalidade também recebeu elogios. Wolverine é muito mais violento que o Homem-Aranha, e as finalizações conseguem transmitir bem a agressividade característica de Logan.
Outro elemento aprovado foi a estrutura linear. Na avaliação de Pablo, ela combina com uma aventura que leva Wolverine para diferentes partes do mundo e não exige necessariamente um grande mapa aberto.
O problema aparece quando a luta começa a se repetir.
“É bem repetitivo”

Esse talvez seja o ponto mais interessante da comparação entre Pablo Peixoto e Kai Cenat.
Pablo considera a repetitividade um dos maiores defeitos de Marvel’s Wolverine.
As hordas de inimigos semelhantes e a necessidade constante de repetir ataques fizeram com que ele considerasse determinados momentos cansativos. Em sua avaliação, o combate pode acabar se transformando em uma sequência excessiva de apertar botões.
Também existe uma comparação inevitável com Marvel’s Spider-Man.
Enquanto os jogos do Homem-Aranha oferecem exploração, atividades paralelas, movimentação pela cidade e outras pequenas distrações, Pablo considera Wolverine uma experiência muito mais direta: violenta, agressiva e focada em seguir adiante.
Isso não é necessariamente ruim para uma campanha linear.
O problema, segundo ele, aparece na rejogabilidade.
R$ 400 por uma experiência que talvez você jogue apenas uma vez?

A discussão ganha outra dimensão quando entra o preço.
Marvel’s Wolverine chegou ao Brasil custando R$ 399,90 em sua edição padrão. Para Pablo, pagar esse valor por uma experiência que pode durar algumas dezenas de horas e oferecer pouco incentivo para começar novamente não parece um bom negócio.
Seu conselho foi esperar.
Em vez de comprar no lançamento, Pablo sugere aguardar uma promoção e experimentar o jogo quando o preço estiver consideravelmente menor.
E então veio seu veredito inicial.
Entre 4 e 5 de 10.
É uma avaliação ainda mais baixa que o 6 dado por Kai Cenat.
Novamente, existe uma diferença fundamental: Kai chegou ao fim de sua experiência, enquanto Pablo deixou claro que suas considerações foram feitas antes de terminar a campanha.
Ainda assim, a semelhança entre algumas das reclamações chama atenção.
Falta de “capricho” também incomodou Pablo

A repetitividade não foi sua única crítica.
Pablo também considera que alguns elementos ambientais e visuais demonstram uma falta de cuidado que ele não esperava encontrar em uma produção desse tamanho.
Ele cita interação limitada com determinados ambientes, detalhes físicos pouco convincentes e modelos de personagens que não alcançam, em sua avaliação, o nível de expressividade visto em outras grandes produções.
Sua percepção é de que o jogo passou por um desenvolvimento complicado e que isso acabou deixando marcas no produto final.
Essa parte, entretanto, precisa ser tratada como avaliação pessoal do criador, e não como confirmação sobre o processo interno da Insomniac.
O desenvolvimento de Marvel’s Wolverine realmente enfrentou circunstâncias incomuns, incluindo o enorme vazamento sofrido pela Insomniac em 2023. Porém, atribuir características específicas do produto final a uma suposta pressa exigiria informações internas que não estão disponíveis publicamente.
A crítica à repetição aparece também nas reviews
É justamente aqui que as opiniões de Kai e Pablo deixam de parecer casos isolados.
A repetitividade também aparece em análises profissionais publicadas durante o lançamento.
O Showmetech, por exemplo, elogiou bastante a narrativa, mas apontou problemas na variedade de inimigos e no combate, especialmente conforme a campanha avança.
O Insider Gaming Brasil também destacou a brutalidade das batalhas e a atuação de Liam McIntyre como Logan, mas considerou que o sistema precisava de maior variedade. Depois de aproximadamente 18 horas e de completar todo o conteúdo, o veículo deu 7/10 e considerou que o pacote não justificava completamente o preço cheio.
No exterior, a mesma observação apareceu em veículos como o The Guardian, que criticou a repetição das batalhas e considerou o combate menos criativo do que aquilo que a Insomniac apresentou anteriormente com Spider-Man.
Existe, portanto, uma convergência curiosa.
Kai Cenat, Pablo Peixoto e parte da imprensa chegaram por caminhos diferentes a uma reclamação semelhante: Wolverine começa causando impacto, mas pode ter dificuldade para renovar sua fórmula durante toda a aventura.
Mas Wolverine também encontrou defensores

Isso não significa que a recepção ao jogo seja simplesmente negativa.
Outras análises enxergaram justamente no combate um dos grandes triunfos da Insomniac.
A Game Informer, por exemplo, destacou como o estúdio conseguiu reproduzir a ferocidade e a velocidade de Logan, considerando que a sensação de controlar Wolverine é um dos maiores méritos da produção.
No Brasil, o Omelete avaliou que a Insomniac conseguiu cumprir a promessa de entregar uma experiência capaz de colocar o jogador na pele do personagem, mesmo reconhecendo alguns tropeços.
O Adrenaline também teve uma percepção mais positiva e classificou a aventura como brutalmente divertida, destacando a mudança de estrutura em relação aos jogos anteriores da desenvolvedora.
Há ainda jogadores reagindo de maneira muito mais favorável que parte da imprensa. Isso reforça que Marvel’s Wolverine está produzindo percepções bastante diferentes dependendo daquilo que cada pessoa procura na experiência.
O problema é Wolverine ou a fórmula da Insomniac?

Talvez essa seja a discussão mais interessante deixada pelo lançamento.
A Insomniac encontrou enorme sucesso com Marvel’s Spider-Man. Combate acessível, progressão constante, sequências cinematográficas e controles fáceis de aprender ajudaram a transformar a série em uma das principais franquias do PlayStation.
Wolverine utiliza parte dessa linguagem, mas trabalha com um personagem muito diferente.
Logan não atravessa Manhattan balançando em teias. Não possui o mesmo arsenal de dispositivos do Homem-Aranha e tampouco combina naturalmente com dezenas de pequenas atividades espalhadas por uma cidade.
Sua aventura é mais linear, brutal e concentrada no combate.
Para alguns jogadores, exatamente isso torna Marvel’s Wolverine especial.
Para outros, retirar parte da variedade encontrada em Spider-Man acaba expondo mais rapidamente a repetição da estrutura.
E é curioso que Kai Cenat e Pablo Peixoto — criadores com estilos, públicos e trajetórias completamente diferentes — tenham esbarrado justamente nesse mesmo ponto.
Um terminou dando 6.
O outro, ainda no começo de sua jornada, ficou entre 4 e 5.
Agora que Marvel’s Wolverine finalmente está nas mãos do público, a discussão deve continuar: a brutalidade de Logan é suficiente para sustentar toda a aventura ou as garras começam a perder o corte antes dos créditos finais?
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Lucas Algebaile
Eu sou outra pessoa....eu sou outra coisa.....mas não sou o Arqueiro Verde.....Que pena!

