Sete anos depois de seu último longa-metragem, a LAIKA está de volta aos cinemas. O estúdio responsável por Coraline e o Mundo Secreto e Kubo e as Cordas Mágicas apresenta Wildwood – O Bosque Selvagem, uma aventura que promete levar a animação em stop-motion a um novo patamar.
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Entretanto, apesar dos elogios à sua impressionante qualidade visual, o filme também enfrenta questionamentos sobre sua história. Com isso, a produção chega aos cinemas norte-americanos nesta sexta-feira (23) cercada de expectativas.
Uma aventura fantástica com um lado sombrio

Baseado no livro de Colin Meloy, ilustrado por Carson Ellis, Wildwood acompanha Prue McKeel, uma adolescente que precisa enfrentar uma floresta misteriosa depois que seu irmão mais novo é sequestrado por um grupo de corvos.
Durante sua jornada, ela encontra animais falantes, criaturas extraordinárias e diferentes facções que disputam o controle daquele mundo.
A direção é de Travis Knight, responsável por Kubo e as Cordas Mágicas e Bumblebee. Já o roteiro ficou nas mãos de Chris Butler, conhecido por ParaNorman.
Segundo a sinopse oficial divulgada pelo American Film Institute, a aventura explora temas como amor, sacrifício e coragem.
Uma das produções mais ambiciosas da LAIKA

O grande destaque de Wildwood está em sua produção artesanal.
De acordo com uma reportagem da Reuters, o projeto utilizou 231 bonecos, 54 personagens centrais e 136 locações.
Além disso, os animadores desenvolveram mecanismos internos para reproduzir movimentos naturais, incluindo respiração e contrações musculares.
Esse cuidado demonstra a ambição da LAIKA, que continua apostando em cenários físicos e personagens manipulados quadro a quadro, combinando técnicas tradicionais com recursos digitais.
O resultado representa uma das maiores empreitadas técnicas da história do estúdio.
As primeiras críticas revelam opiniões diferentes
Embora a qualidade da animação tenha recebido elogios, a recepção à narrativa não foi unanimemente positiva.
A Associated Press, por exemplo, atribuiu duas estrelas e meia de quatro ao filme. A avaliação reconhece o trabalho artístico extraordinário, mas considera que o roteiro não acompanha a mesma ambição visual.
Segundo a análise, alguns temas apresentados pela história poderiam receber um desenvolvimento mais aprofundado.
Por outro lado, as primeiras exibições também renderam avaliações bastante positivas.
Em comunicado divulgado em 15 de outubro, a distribuidora Fathom Entertainment destacou a recepção favorável após a estreia mundial no Festival de Cinema de Londres.
Portanto, a principal discussão não parece estar na qualidade da animação, mas na capacidade da história de acompanhar o espetáculo visual.
Uma animação que não pretende falar apenas com crianças

Outro aspecto interessante é a classificação indicativa PG-13 recebida nos Estados Unidos.
Conforme destacou o Los Angeles Times, Wildwood representa a primeira produção da LAIKA a receber uma classificação norte-americana acima de PG.
A decisão chama atenção porque grandes estúdios costumam apostar em animações voltadas a públicos mais amplos.
Dessa forma, o desempenho comercial de Wildwood poderá ajudar a medir o interesse do público por animações com abordagens mais maduras.
Quando Wildwood estreia no Brasil?
Enquanto o lançamento norte-americano acontece em 23 de outubro, o público brasileiro precisará esperar mais alguns dias.
Segundo informações divulgadas pelo Ingresso.com, Wildwood – O Bosque Selvagem tem estreia nacional prevista para 29 de outubro de 2026.
A versão brasileira também contará com Giulia Benite, conhecida pelos filmes de Turma da Mônica, dando voz à protagonista Prue McKeel.
Com um universo fantástico, técnicas artesanais impressionantes e uma narrativa mais sombria, o longa chega como uma das apostas mais ousadas da animação em 2026.
Resta descobrir se toda essa ambição será suficiente para conquistar o público.
E você? Prefere animações mais sombrias, como Coraline, ou aventuras tradicionais voltadas para toda a família?




